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Caio Túlio Costa relança Ombudsman – O Relógio de Pascal
Publicado agora pela Geração Editorial, o livro foi inteiramente atualizado e traz dois capítulos novos – um com os seis sucessores do primeiro ombudsman de imprensa no Brasil e um estudo sobre as velhas e as novas mídias

O jornalista Caio Túlio Costa relança, pela Geração Editorial, seu livro Ombudsman – O Relógio de Pascal, totalmente atualizado e com dois capítulos novos. Trata-se do relato e da reflexão do primeiro ombudsman de imprensa no Brasil. Caio Túlio Costa exerceu a função de ombudsman da Folha de S. Paulo de setembro de 1989 a agosto de 1991, “com ousadia, independência e gosto pela polêmica indispensáveis para cair no gosto do público e tornar o trabalho de fato útil para a reflexão dos integrantes dessa categoria profissional tão contraditória, complicada e – acima de tudo – vaidosa”, escreve na apresentação do livro o jornalista e professor Carlos Eduardo Lins da Silva.

A primeira edição saiu em 1991 e está esgotada há anos. Sempre que Caio Túlio Costa, professor de Ética Jornalística na Cásper Líbero, faz palestras em faculdades e empresas, as pessoas perguntam sobre o livro, que não encontravam mais. O autor queria reeditá-lo, mas não como há quinze anos. “Precisava atualizar, falar das novas mídias principalmente porque a primeira edição é pré-internet”, afirma. “Ao reler também senti vontade de conversar e fazer algumas perguntas aos que me sucederam no cargo, para ver como cada um avalia a experiência.”

O autor retrabalhou em todo o livro, atualizando dados e completando histórias, como a saída de Paulo Francis da Folha (Capítulo 11, “O salmão e a sardinha”, sobre “um ficcionista de imprensa”) e a que envolve a Folha, o ex-ministro Bernardo Cabral e o ombudsman. Caio Túlio acrescentou um capítulo em que entrevista os seis jornalistas que o sucederam no cargo de ombudsman. “E o antigo capítulo da crise dos jornais foi transformado num ensaio sobre os problemas que as velhas mídias enfrentam com a emergência das novas mídias.”

Dividido em duas partes (A experiência e A crítica) e 19 capítulos, como “Alô desinformação”, “A indústria da difamação” e “O espelho de Narciso”, Ombudsman – O Relógio de Pascal é um consistente estudo sobre a imprensa no Brasil e no exterior, com histórico, atualidade e perspectivas. Como diz o autor, é um livro útil a todos lidam com informação, de todas as mídias. “Traz ferramentas ao consumidor de proteção contra a arrogância da mídia e o ajuda a entender melhor alguns dos meandros do processo de feitura da notícia.” Além disso, observa o jornalista, seu livro funciona como um contraponto para todo profissional que trabalha com atendimento ao consumidor, para profissionais envolvidos em CRM (Customer Relationship Management), estudantes, professores de jornalismo e das demais áreas da comunicação.
Há também passagens curiosas e divertidas em Ombudsman – O Relógio de Pascal, como o sobre uma pergunta de um leitor (“A passagem para o infinito é abrupta ou gradual?”) e o caso do leitor cartesiano de Muzambinho (MG), de 24 anos, que criticava o ombudsman e durante um bom tempo se correspondeu com ele; e um sobre brigas com colegas de Redação. Esses casos divertem o leitor, como divertiram o ex-ombudsman ao narrá-los.

Mineiro de Alfenas (1954), Caio Túlio Costa trabalhou 21 anos no Grupo Folha de S. Paulo. Foi secretário de Redação da Folha, correspondente em Paris, criador da Revista da Folha e da função de ombudsman. No mesmo grupo, fundou o UOL (Universo Online), provedor de internet, do qual foi diretor-geral de 1996 a 2002. É formado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), onde faz mestrado em Ciências da Comunicação. Além de professor de Ética Jornalística na Faculdade Cásper Líbero, Caio Túlio é presidente-executivo da Fundação Semco e conselheiro e diretor de eventos do Instituto DNA Brasil, um think tank voltado para questões estratégicas do País. Participa do Conselho Curador da Casa do Saber, em São Paulo. No final dos anos 70 dirigiu o Leia Livros, publicação mensal lançada pelo editor Caio Graco Prado e pelo jornalista Cláudio Abramo. Caio Túlio Costa é autor de outros dois livros, O que é Anarquismo (Brasiliense, 1981) e Cale-se (A Girafa, 2003) e organizador de Somos ou estamos corruptos? (Instituto DNA Brasil, 2006).

Entrevista com Caio Túlio Costa

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