Sábado, 04 de Julho de 2009
HOME  |  DÚVIDAS
 
 
Busca 
INSTITUCIONAL
Quem somos
Entre em contato
Seja nosso autor
CATÁLOGO
Brasileiros
Estrangeiros
Interesse Geral
Infanto-Juvenil
Jardim dos Livros
LIVROS
Por Título
Por Autor
Lista de Preços
ACONTECE
Links
Fotos
Eventos
Leio Geração
IMPRENSA
Release
Geração na Mídia
Banco de Imagens
DOWNLOADS
Wallpaper
PONTOS DE VENDA
Livrarias
Distribuidores
Cadastro
 

Jornalista condenado injustamente conta sua surpreendente história de um ano e meio no Carandiru, maior presídio da América Latina


Como numa história de Kafka, o jornalista Humberto Rodrigues foi preso e condenado por um crime que não havia cometido. Coube-lhe – até ser absolvido, um ano e meio depois – viver dias terríveis nas celas do maior presídio da América Latina, o lendário Carandiru. Dessa tragédia nasceu um livro no qual, com um estilo que lembra Graciliano Ramos, mas menos amargo, o autor nos emociona com uma revelação surpreendente: no meio do inferno e convivendo com monstros, ele conseguiu, de forma comovente e bela, encontrar resquícios de esperança e humanidade.

Em linha diversa do adotado em “Estação Carandiru”, o fascinante painel descrito por Dráusio Varela, “Vidas do Carandiru”mostra um lado até então insuspeitado da prisão. No meio do inferno e no coração do monstro, por incrível que pareça, podem pulsar não o terror, o medo e a morte, mas também a esperança e o otimismo dos que, apesar de toda a dor, ainda não desistiram da vida.

NO CORAÇÃO DAS TREVAS

Era uma tarde comum – 23 de maio de 2000 – quando começou essa história kafkiana. Humberto Rodrigues tinha 65 anos e era um jornalista respeitado quando foi levado por policiais, jogado em uma cela infecta e em seguida, para sua perplexidade, condenado pelo crime que não havia cometido. Durante 514 dias, coube-lhe viver uma experiência extrema.

Profissional acostumado com o sucesso, com os melhores hotéis e restaurantes, a história de Humberto Rodrigues causa choque e surpresa. Choque porque o leitor sente-se acompanhando o autor ao longo de uma narrativa vigorosa, em que o homem é reduzido a quase nada. Surpresa porque, por mais incrível que possa parecer, Humberto conseguiu sobreviver à experiência sem qualquer resquício de rancor.

Diferente de outros célebres retratos sobre a prisão e em especial o Carandiru – como o amargo “Memórias do Cárcere”, de Graciliano Ramos, o surpreendente “Estação Carandiru”, de Dráusio Varella, e o explosivo “Pavilhão 9”, de Hosmany Ramos – esse “Vidas do Carandiru” é o primeiro depoimento que revela esperança e otimismo em meio à dor, ao terror, ao medo e à morte.

Lição de vida? Talvez, mas o ponto central do livro são as histórias apresentadas de forma direta e honesta de homens que chegaram ao extremo mais degradante da condição humana. Na primeira parte, é a história do jornalista que é contada pelo próprio, em forma de diário, lembranças, reflexões e meditações. E fatos: a amizade que fez com dois homens, posteriormente acusados de roubo de quadros, o levou a caminhos que jamais imaginaria ver em vida. Lá fora, a família com quem já não mantinha relações e que, por uma dessas linhas tortas da vida, a prisão acaba por promover uma completa mudança.

Do lado de dentro, a dura realidade de uma escola que não poderia preparar melhor o crime. Humberto sentiu na carne a entrada nessa “universidade da violência” nos primeiros 43 dias que passou numa cela de delegacia, o Depatri, onde conheceu o espancamento, a tortura e um tratamento que reduz a dignidade humana ao mais completo vazio.

Depois, surpreendentemente, os 471 dias de Carandiru pareceram ao autor o paraíso quando comparados ao estágio anterior. Humberto deu aulas de português e matemática, escreveu o seu livro, viu e sentiu claramente que sem uma completa reformulação dos sistemas prisional e – principalmente – jurídico, tudo o que se diz e faz para combater a violência é mero paliativo. Na segunda parte do livro, Humberto Rodrigues contou a história de doze presos, companheiros de infortúnio. São histórias reais, todas dramáticas, e que permitem que o leitor tire a sua própria conclusão.

“É indispensável para a saúde da sociedade que o que esteja escondido, por detrás dos muros, seja trazido à tona. Por isso é que vejo com bons olhos a literatura que se tem produzido nos presídios e estamos lançando mais dois novos títulos nessa linha”, afirma Luiz Fernando Emediato, proprietário e editor da Geração Editorial.

Com Emediato concorda o professor e jurista Ives Gandra Martins, que prefacia a obra: “O livro de Humberto Rodrigues mostra, sem preconceitos, exageros ou justificativas, um mundo diferente do que conhecemos”.

E completa: “Estou convencido de que o livro servirá de alerta e permitirá a reflexão por aqueles que têm a obrigação de cuidar da segurança pública e da recuperação de criminosos, não devendo a sociedade alhear-se de reflexão semelhante. O livro, todavia, não merece ser lido por este grito de alerta, mas também porque é bem escrito”.

O jornalista Humberto Rodrigues poderia nos ter apresentado a intimidade da cadeia em números. Um presídio que abarcava, pouco antes de ser extinto, 7 mil presos, o dobro da sua capacidade, e que tinha 80% de sua população com tuberculose e um em cada sei com Aids, expostos a um atendimento médico e alimentar bastante precário, já seria motivo de reflexão. No entanto, Humberto é também escritor, e optou pelo caminho de contar a história das pessoas que estão por trás dos números do seu prontuário. Daí o título: “Vidas do Carandiru – Histórias Reais”. Daí a força deste relato de alguém que conheceu o subterrâneo e decidiu juntar forças para contar o que viu por lá.

“Condenaram-me, mas não me condeno”, afirma o autor.

Leia entrevista com o autor do livro Humberto Rodrigues

Faça aqui o download dos arquivos relacionados a esse livro:
 
Helena de Tróia
Margaret George
A lendária guerra travada entre gregos e troianos é contada agora pela voz de Helena, mulher cujo rosto teve a reputação de “lançar ao mar mil navios”.
Relatório da CIA
Heródoto Barbeiro
O império americano vai acabar? O Brasil será em breve uma potência mundial? O mundo vai entrar em guerra por água
e comida?
Tempo Seco
Clara Arreguy
Na beleza do cenário brasiliense, histórias de taxistas sobre a forte presença política e a violência urbana na capital do País.
Fome
Knut Hamsunl
Clássico da
literatura universal
O escrito norueguês Knut Hamsun, premiado com o Nobel em 1920, traz a comovente e intrigante história de um homem vagabundo e famélico.
Pulo do Gato 3
Márcio Cotrim
Estudo etimológico com expressões e palavras avulsas usadas diariamente que têm, muitas vezes, origem pitoresca, exótica e casual.
Sorriso da Morte
Ricardo Tiezzi
Surpreendente história policial em um diálogo de humor, sexo e violência, inspirada pela vitoriosa série “9mm: São Paulo”exibida pelo canal FOX
Primo de Deus
Ricardo Tiezzi
Crônicas divertidas, apimentadas pelo sarcástico gênio do autor, com um elenco de personagens que garantem cócegas caprichadas.

Sem Vestígios
Taís Morais
Carioca, um agente secreto da ditadura militar brasileira revela os gravíssimos crimes, prisões e atrocidades que marcaram a repressão nos anos 70
Jack, o Estripador
Paulo Schmidt
A trajetória do Jack, o Estripador, num livro surpreendente do brasileiro Paulo Schmidt, que se lê de um fôlego, com o coração aos pulos. Impressionante.